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Quando Délcio Almeida iniciou sua carreira, arte final era feita a mão – num processo artesanal – layout era marcado a guache e letraset. O trabalho do designer acontecia por fases que demandavam paciência, pesquisa, domínio de várias ferramentas, habilidade e, principalmente, sensibilidade, ou seja, o profissional precisava possuir características de artesão/artista. Precisava conceber uma ideia, gerá-la, deixá-la madurar e dar à luz o produto final. Todo esse processo, pode-se dizer, era intertextual, pois havia nele pintura, poesia, filosofia, música. Era metalinguístico, pois cada etapa era fundamental para a próxima e, no final, fiat lux, havia a descrição do processo criativo. Nada acontecia por acaso, acontecia por uma causa.

O tempo passa e chega a era da informação. Os computadores ficam mais acessíveis, a tecnologia agrega ao processo criativo infinitas possibilidades. Uns vaticinaram, com isso, o ocaso laboral do processo criativo. Outros apregoaram uma possível inércia mental que poderia comprometer a atividade psíquica consciente e organizada, que poderia prejudicar a faculdade de exercer a capacidade de julgamento, dedução ou concepção. Mas, será que o trabalho do designer mudou com a tecnologia?

Tecnologia, do grego tekhnologia, formado a partir do radical grego tekhno- (arte, artesania, indústria, ciência) e do radical grego –logia (de lógos ou linguagem, proposição), significa “tratado ou dissertação sobre uma arte, exposição das regras de uma arte.” Sabendo-se que o design está coeso com a ciência, a indústria, a artesania e a arte, e que para exprimi-lo faz-se mister utilizar a linguagem, tem-se por pressuposto que a tecnologia não fez (e nem fará) com que o trabalho do designer mudasse. Hoje, apesar da tecnologia, o processo de pensamento em design continua o mesmo, com o mesmo cuidado nos processos. É sob essa perspectiva que Délcio Almeida tem, há mais de duas décadas, elaborado e criado seus trabalhos respeitando os princípios da ciência da concepção. Visite o site e conheça um pouco mais as possibilidades que esse ofício pode oferecer.

 

Referência:

Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Versão 1.0.5 – novembro de 2002.

 

 

 Antonio Vivaldi - Concerto para 4 Violinos em B Menor